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“CLOUD COMPUTING” – SER OU NÃO SER EIS A QUESTÃO!

Muito se tem comentado sobre esta nova forma de prover serviços de TI. Os debates estão se acirrando. De um lado os defensores ardorosos das vantagens que esta estrutura proporciona e, do outro, os que argumentam que ainda não temos infra-estrutura confiável para suportar uma operação neste modelo.

A bem da verdade, estamos diante de um dilema. Óbvios são os ganhos. Não há como negar a economia de investimento, manutenção mais simplificada e, principalmente, o fim do desperdício de recursos. Algumas questões, porém, são pertinentes:
No Brasil temos estabilidade do acesso à chamada nuvem de serviços?
Os “players” deste mercado conseguem oferecer um “Acordo de Nível de Serviço” que garanta disponibilidade a fim de não afetar os negócios.
Existe segurança real no tocante às informações armazenadas nesta estrutura?

Estas dúvidas ainda não foram esclarecidas de forma convincente. Tivemos recentemente um dos maiores gurus da área de segurança da informação no Brasil defendendo que a estrutura é segura em conformidade com qualquer estrutura convencional (ambiente proprietário). Acho que este não é o maior problema. Temos, hoje, ferramentas tecnológicas que garantem a segurança necessária com a informação.

Com um olhar realista, acredito que o maior impedimento é o nível de serviço oferecido pelos fornecedores. Aí Listamos provedores, hospedeiros, infra-estrutura de telecomunicações, etc. Uma análise profunda nos remete a avaliarmos este novo conceito com bastante cuidado. Neste momento a cautela urge.

O que atestamos no mercado brasileiro é a adoção do “Cloud Computing” por serviços e aplicações de baixo e/ou, no máximo, médio impacto para o negócio. Processos não fundamentais são os “estreantes”. Temos aí, ambientes de desenvolvimento, homologação, aplicativos de baixo impacto ou acessório (textos, planilhas, etc.) dentre outros.

Logo, logo esta situação parece que vai mudar em função da demanda e, obviamente, da “cobrança” do que está sendo “vendido”. A partir de um cenário onde o que é oferecido é efetivamente cumprido teremos, finalmente, a porta aberta para adoção desta nova estrutura de TI.

Adalci R. Faria – Diretor BLUM Informática